14 abril 2011

Olhares em Sintadés


Foto: BCN

Bo crê adicioná um legenda? Estód a vontéd. Já agora, imitando o Paulino, dvinha dvinha ei é ondê?





 

01 abril 2011

Um vez Passagem era sabe (com Frusoni)

um vez Passagem era sabe
um vez Passagem era ot cosa
quando caravanas tava bai lá
passá um excelente dia dming

Era um maravilha
Era piscina xei d'aga
vistante de tud banda
ó que lugar fascinante 

Hoje... é o que se vê
IN-COM-PRE-EN-SI-VEL-MENTE já que água é o que ainda abunda por lá!!!









Fotos: BCN

30 março 2011

Momentos na ILHA

Uma caldeirada, à muitos metros de altitude. O petisco foi servido em "talheres" e "pratos" especiais (cófótxe de bnênera, do you know?)

23 março 2011

kantu bu tem?

Travessia do Canal (Foto: BCN)
A entrada do navio Sal Rei na rota São Vicente - Santo Antão, e vice-versa, continua a dar que falar. Depois do intruso da STM ter provocado a saída do Kébrit, agora a malta das duas ilhas (muito dado à pirraças, diga-se) faz da baixa dos preços motivo para chacota.
Esta contou-me um amigo de Sintadés, de passagem pela Cidade da Praia: disse ele que agora quando se vai comprar os bilhetes de passagem aceita-se negociação prévia e o pessoal das agências não raras vezes pergunta: nh'êmig, tónt bo tem?
Hehehehe, mim e'n ne mim ke dzê, não me responsabilizo por esta versão crioula do tão célebre "amigu, kantu bu tem?"

 

16 março 2011

À conversa com Arlindo Évora, do Cordas do Sol

"A música 'Mnine de Rua' foi escrita a pensar na Lura"

Na ressaca dos prémios da Gala Cabo Verde Music Awards, Sinta10 conversou com Arlindo Évora, líder do grupo Cordas do Sol. Passado o momento de euforia, se é que a condição humilde do conjunto de Santo Antão abre portas à exaltações, quisemos saber como é que Cordas do Sol encara o peso que acarreta o facto de o grupo ter sido um dos grandes vencedores da gala.
Em conversa descontraída com Sinta10, Arlindo Évora fala da alegria de ter subido ao palco por 3 vezes durante o evento e revela: “Mnine de rua” - a música do ano, que agora está na boca do povo -, “foi escrita a pensar na Lura”.

Por: Benvindo Neves (Sinta10) 
Sinta10: Como foi a reacção do grupo Cordas do Sol quando viu que, afinal, era, a par de Beto Dias, o grande vencedor da Gala CVMA?
Arlindo Évora: Reagimos com calma porque, como sabes, estávamos numa competição saudável e nas categorias onde éramos nomeados havia concorrentes com grandes projectos, casos da artista Mayra Andrade, Lura ou Beto Dias. Então, sentíamos preparados para qualquer cenário, para nós seria normal que qualquer dos nomeados ganhasse.  Fomos distinguidos, ficamos orgulhosos, mas também comprometidos porque, ao fim e ao cabo, sabemos que é uma grande responsabilidade.

Sinta10: Cordas do Sol estava nomeado para 5 categorias, acabou por sair vencedor em três: “Melhor Álbum Acústico”, “Melhor Batuque/Kolá Sanjon” e “Música do Ano”. Qual era a categoria que o conjunto mais cobiçava?
AE: Para dizer a verdade, aquela que mais cobiçávamos era a distinção de “Melhor Álbum Acústico”. Mas, depois havia outra dimensão que era a distinção da melhor música do ano. Estávamos ansiosos, tínhamos muitas expectativas tendo em conta que essa categoria era sujeita à votação popular. O facto de estar a competir com grandes sucessos como “Totalmenti di bo” de Beto Dias, “Storia storia” da Mayra Andrade ou Rebound Chick” de Nelson Freitas, que é um sucesso das discotecas, nos deixava ansiosos. Queríamos saber o que o público ia decidir. Ficamos extremamente satisfeitos, até porque a mensagem da música, que tem a ver com uma problemática universal, acabou por sair reforçada.

Sinta10: Arlindo, quando escreveste a música “Mnine de rua”, em algum momento pensaste que pudesse vir a alcançar tanta projecção, a ponto de ser considerada música do ano?
AE: (Risos…) Olha, deixa-me revelar-te um segredo. Quando comecei a escrever a música, imaginei a Lura a cantá-la. A canção foi feita a pensar num timbre de voz com vibrato, uma voz que tivesse uma certa sensibilidade e sensualidade. Quando a escrevi, o grupo estava parado, não a fiz a pensar no Cordas do Sol. Fi-la a pensar numa grande voz e essa grande voz seria aquela da Lura, que a daria todo o brilho. Entretanto, de repente perdi o contacto com a Lura, e nesse meio tempo surge a Ceuzany que acabou por encaixar exactamente naquilo que eu imaginava: uma voz com uma certa sensualidade feminina. Então, as técnicas vocais usadas, e mais outros aspectos ligados à voz, tudo isso foi trabalhado com o intuito de provocar um certo efeito nas pessoas. Afinal, foi por isso que, quando a escrevi pensei logo na Lura, porque imaginei a música a ter uma certa aceitação. Pronto, nós no Cordas do Sol acabamos por dar um tratamento á composição e hoje estamos felizes.

Sinta10: Então, pode dizer-se que Ceuzany te fez esquecer a Lura…
AE: (Pausa) Quando pensamos em reformular a banda, elaborámos um projecto de reformulação, não foi uma coisa feita ao acaso. Fizemos mudanças profundas e pensamos logo numa voz feminina, mas com qualidades como a da Ceuzany. Ela apareceu e preencheu esse espaço, parece que estávamos a espera dela. Não esqueço nunca da Lura! A Ceuzany apareceu e acabámos por ficar satisfeitos. Apesar da música ser obra do grupo, a Ceuzany acaba por trabalhar cerca de 80% dessa canção.

Sinta10: Já que falaste da Lura e do facto de teres feito uma música a pensar nela… Ela estava nomeada em muitas categorias, mas acabou por sair da Gala com as mãos a abanar. O que achaste disso?
AE: A Lura estava nomeada em 5 categorias, e isso, creio, já foi um grande triunfo para ela. O prémio é um detalhe. Acho que o mérito está aí, em conseguir tantas nomeações, o que não é nada fácil já que é preciso passar por várias triagens. O júri, de certeza, que não decide à toa. Claro que ela não estava a ser avaliada pelo conjunto do seu trabalho, mas sim pelo trabalho submetido ao concurso. Acho que a Lura tem todo o mérito, como tem também a Mayra Andrade. Nós, por exemplo, estávamos nomeados em 5 categorias, podíamos não ganhar em nenhuma, mas o facto de já termos conseguido essas nomeações para nós já era uma grande vitória.

Sinta10: Cordas do Sol foi representado na gala por apenas 2 elementos. Os restantes não terão ficado, de algum modo, tristes por não terem podido subir ao palco da Assembleia Nacional no momento da entrega dos prémios?

AE: Bem, em termos logísticos era complicado levar toda a banda para a Gala. Tínhamos consciência disso, sabíamos que implicaria um esforço financeiro enorme por parte da organização e, por isso, aceitámos de pronto a proposta de levar representantes. Eu fui na qualidade de líder do grupo e optámos por levar a Ceuzany pelo facto de ser ainda jovem, seria uma experiência para ela. Foi triste não ter o grupo todo, mas os outros elementos estavam a acompanhar. Quando vi todos os elementos dos Ferro Gaita em palco, por momentos fiquei a imaginar todos os integrantes do Cordas do Sol também naquele palco. Tive ciúmes (risos) porque sei que a emoção seria outra.

Sinta10: Como é que a ilha de Santo Antão reagiu depois do vosso destaque na Gala?

AE: Olha, como sabes, somos um grupo bastante discreto e deixamos as coisas acontecer naturalmente. De facto, recebemos vários telefonemas, mensagens pela Internet (nas redes sociais, e-mail) as pessoas na rua, enfim, foi uma manifestação extremamente agradável. Mas, não houve nenhum aparato, como eventualmente se podia supor. Entretanto, estamos a preparar um momento para irmos apreciar e compartilhar a honra de ter conseguido trazer para Santo Antão essa conquista.

Sinta10: Depois de um período de alguma inércia, Cordas do Sol regressou em 2010 com “Lume de Lenha”. O CD foi muito bem acolhido e agora, com as distinções do CVMA, aumentam as responsabilidades. Quais são os próximos projectos do conjunto?

AE: Tivemos um ano de 2010 muito feliz! Pelas nossas contas fomos dos grupos de Cabo Verde com maior tempo de palco. Os planos para 2011 são muitos, inclusive já temos convites para um novo CD. Queríamos esperar mais algum tempo, mas, por outras razões a nível internacional, temos que manter uma certa constância. Ao fim de dois anos, pelo menos, a que ter um novo trabalho, quanto mais não seja para consolidar esta nova temporada.
De facto temos muitos projectos, vamos continuar na rota de promoção com espectáculos; temos planos para a Europa, América, África, para os arquipélagos da Macaronésia, enfim. Mas, queremos fortalecer as relações com o nosso povo aqui em Cabo Verde. Vamos prestar muita atenção aos festivais, consolidar nossa presença em todas as ilhas, inclusive com pequenas actuações, em restaurantes, em lugares pequenos para aquelas pessoas que não conseguem pagar muito. Enfim, a nossa filosofia é crescer com o povo; crescer de dentro para fora. Queremos, sim, colher frutos lá fora, mas com base aqui em Cabo Verde.

Sinta10: E já que falaste em mais um CD, o próximo trabalho discográfico, em termos de estilo, como é que será? Faço esta pergunta porque o mais recente trabalho – Lume de Lenha – trouxe muitas inovações.
AE: Bem, por enquanto acho um bocado prematuro estar a revelar os meandros do novo trabalho. Já estamos a trabalhar nisso, vamos lançar uns “bluff” para ver como é que as pessoas reagem, vamos discutir, vamos esperar e no momento certo anunciaremos alguma coisa. Certo é que tudo já está no pensamento, agora precisamos aprofundar mais.  

14 março 2011

CVMA - um txintxin ao Cordas do Sol

O grupo, a ILHA, Sinta10, a nossa tradição... tud nôs tem rêzon pe estód ke dent cóscód. Agora, camaradas, é intxê kexada de fôlego e soprá cada vez més, pe lenha podê pegá lume, pe pénela rolá férva,  pe cmida fká cuznhédin (meruzin).

Fotos: sapo.cv

04 março 2011

Figo Brób

Na nossa infância na ILHA, morríamos de vontade em alcançar este "petisco"! Só que a árvore cresce normalmente em lugares pouco acessíveis (é por isso ke'l é brób). Mas, quando alcançávamos algum, depois de abri-lo, era só ver as formigas a fervilhar no meio do conteúdo, como se parte dele fizessem. Interessante é que nunca perdíamos a esperança de encontrarmos um bem carnudo e sem bitxe. A esperança nunca acabava, os bichinhos também nunca, hahaha. Depois, já k juizo, entendemos: esse petisco ei é pe cmê sô k'ôi. E isso não basta?!

Foto: BCN

24 fevereiro 2011

Tédio de bitxe


Havia já muitos anos que não tinha visto esse pássaro na ILHA. Até me falta agora o nome. A espécie está a extinguir-se. Recentemente, num passeio pelo Vale do Paul, vi esta criatura solitária e triste. Segui-lhe os passos (o vôo) por alguns minutos. Entre um poiso e um esvoaçar instantâneo, a ave parecia angustiada. Parecia não ter vontade de voar, o seu vôo transmitia uma sensação de enfado, de tédio. Não sabia se voava, se poisava... dava a ideia de estar a carregar um enorme fardo: seu corpo. Minutos depois desapareceu lentamente da minha vista, por entre o imenso verde do vale. É capaz de se ter suícidado.

Fotos: BCN

16 fevereiro 2011

Guerra de boi

"(...) bo séb, ondê ke tem dôs tôre né guérra e'n d'entrá um kébrit"

Ribeira de Paul no Porto Grande (foto: BCN)
Foi com esta frase que, à comunicação social, o armador do navio Ribeira de Paul começou por justificar a retirada de cena da embarcação da rota Santo Antão - São Vicente. 
O dito fazia alusão aos navios Mar d'Canal e Sal Rei. Este último, ao entrar na corrida fez baixar drasticamente os preços dos bilhetes de passagem. A corda acabou por arrebentar pelos lados de Ribeira de Paul, o tal kébrit.
Fala-se agora na possibilidade de afundar o velhinho barco, que tantas histórias tem para contar decorrentes das infinitas travessias naquele mar carambolente.

15 fevereiro 2011

Aleluia!


Finalmente... chega a notícia de que o IIPC vai recuperar, ainda este ano, o Farol Fontes Pereira de Mello. O coitado está a cair de podre há muitos anos. E é pena porque aquela obra é (era) um espectáculo e encerra história (e estórias).

Costuma-se dizer que "mais vale tarde que nunca". Ok, ta bem... Sinta10, que tanto tem escrito sobre o Farol, não deixa de registar com algum apreço esta notícia.

É caso para dizer: foi preciso passar um tunel debaixo do farol (entenda-se estrada) para que o momumento pudesse ver alguma luz no fundo do túnel.

Foto: BCN (ess fot já tem 11 óne, por isso kel edifício tud mescóvód te k mais um década de moltróte d'riba,)

12 janeiro 2011

... e passou 1 ano!

Quando se ouve Vadú a cantar em tons marcadamente melancólicos  Djusê sai di casa inda ele  ca volta não, ma dja fazi 4 anu ki Djuzê sai di casa, panha boti el ba mar nha guênti inda el ca volta…” dá-nos a sensação de que Vadu estaria a cantar o próprio destino: o artista morreu precisamente no mar... de Santo Antão. Ele havia passado o Natal e fim-de-ano (2009) na ilha, ia ser o cabeça de cartaz de um festival de música integrado nas actividades alusivas à festa do Município da Ribeira Grande.

O artista, natural de Santiago, tinha um carinho especial pela ILHA...  e cantou-a: "Ribeira Grande.. ess mar, ess bentu, ess rótxa, ess groguin ta fzem sabi.
As rochas e o mar que inspiraram Vadú, que fazel sabi, acabariam por ser os mesmos que o ceifariam a vida.

Conforme escrevi aqui, quis o destino que o menino do Bairro Craveiro Lopes fosse perder a vida na terra que aos poucos ia adoptando, uma terra que, para lá chegar, teve ki salta tudu mar e rotcha tamanhu, para depois concluir: sabura kin pasa, ka ta da pa konta... kantu um dá rinkada pa’m bai,  um ka rapendi nau.
Na noite de 12 de Janeiro do ano passado, Vadu partia da Ponta do Sol rumo à Povoação, à boleia num camião conduzido por Dai, um jovem de Salamansa, São Vicente. Os dois cairam no mar, na Ribeira dos Órgãos. Dias depois, os corpos das duas vítimas eram encontrados a flutuar no mar. Dai foi sepultado na Ponta do Sol. Já o corpo de Vadu seguiu para o cemitério do Alto de São Miguel, o tal cemitério que fica nas alturas. A propósito, disse certa vez um leitor deste blog que Ribeira Grande deve ser o único lugar no mundo onde os vivos carregam os mortos para ceu...

A ultima morada de Vadu fica nas alturas! Num lugar alto, com vista para o mar e para as rochas tamanhu queria morar Vadu. E, consta que o artista já tinha solicitado à Câmara Municipal da Ribeira Grande um terreno para fazer uma casinha algures num região alta. Estranhas coincidências!
Santo Antão soube acolher Vadú. Talvez o artista nunca arrependa de ter escolhido a ilha como sua segunda casa.
Vadu deixou este mundo... faz hoje um ano

Sugestão de escuta: Oiça uma crónica sobre Vadú aqui

11 janeiro 2011

Grétas da minha ILHA

Sintédés também tem praias. Esta é a de Mocho.
Foto: César Chantre (nhe broda)

29 dezembro 2010

Mar d'Canal

Mar d' Canal...
bo é carambolent,
bo resolvê carambolá kel Canal
justin ness époka de Natal
agora, e mais um vez,
a penúria do mercado negro

A propósito desta notícia


FOTO: BCN

17 dezembro 2010

Árvore de Natal

Na minha infância ainda não havia lojas chinesas na ILHA. Não havia carrinhos (aliás carrões), homens-aranha, pistolas... Bem, eu recebia um balão e esfregava as mãos de contente. Mas (mas não, sem mas) Árvore de Natal sempre houve. Muitas famílias, por mais humildes que fossem, se preocupavam com a sua árvore que não compravam aos asiáticos... e eram naturais, isso mesmo, naturais, levadas do Planalto Leste.

Foto: BCN

30 novembro 2010

P'la estrada fora

Viagens na minha ILHA








Fotos: BCN

CVMA: Cordas do Sol entre os mais nomeados

Actuação no Terreiro da (cidade) Ribeira Grande, em Outubro último (Foto: BCN)
O grupo musical Cordas do Sol está entre os mais nomeados para a gala Cabo Verde Music Awards, a acontecer em Março do próximo ano.
Sem dúvidas que 2010 é um ano marcante para o agrupamento da ILHA que, oito anos depois do estrondoso Marijoana, regressou em força com Lume de Lenha.
Parece não haver água que pare a fervura dos broda de Paul.
Parabéns, Cordas do Sol. Para saber mais, clique aqui.

20 novembro 2010

Glória

Certa vez, comentando este post sobre Puvoçon, um leitor escreveu que "Ribeira Grande deve ser o único lugar do mundo onde os vivos carregam os defuntos para o ceu".
Pois, no cemitério do Alto de São Miguel a sepultura faz-se nas alturas.

Foto: BCN

17 novembro 2010

25 outubro 2010

O vale, a chuva e a estrada

Em 2006 escrevia um artigo aqui sobre a falta de estrada para o vale da Ribeira da Torre. Na altura, exigia uma estrada decente em vez de um caminho que corre para o mar sempre que venha qualquer chuvinha.
A estrada veio, finalmente (mais vale tarde). As obras pareciam ir a bom ritmo. A minha Ribeira estava grávida de uma estrada... já com alguns meses de gestação. Vieram as chuvas de Outubro - o tal mês de escorrôço -  como se costuma dizer na ILHA. E (quase) tudo a enxurrada levou, esventrou o vale.
Até o "Bagdad", o autocarro escolar que trasnporta(va) os estudantes do vale até a Vila (ups! Cidade) da Ribeira Grande, não foi poupado pelas desaforadas águas. 
Kel estrada tmá porrada ainda feto, mas pronto, os velhos da ILHA dirão: "dtxá Neturéza terbaá!"



Fotos: Tony Monteiro aqui
ADENDA: veja a reportagem sobre os estragos, em vídeo, no site da RTC, aqui