03 novembro 2009

Localidades

Ponta do Sol (numa tarde sem sol)

Da vila da Ponta do Sol assiste-se a um pôr-de-sol fantástico! Um dos mais espectaculares no rol daqueles que costumo ver. Mas, sem sol, Ponta do Sol é igualmente interessante.


Post dedicado à F.C., uma leitora que não conheço pessoalmente. A próxima rubrica "Localidades" contempla a zona de Boca de Coruja, também a pedido da mesma leitora.

Fotos: BCN

28 outubro 2009

Bonito... bonito!


Afinal, não é em todos os lugares deste país que se diz "somos coitados, somos uns esquecidos, o papai (entende-se Governo, Câmara Municipal) não olha pra nós, há muito tempo que estamos a espera de..."

Esta notícia poderá ser bastante inspiradora. Um exemplo de cidadania!

Um abraço à malta.

Foto: BCN

Momentos Sinta10

Fotos: BCN

24 outubro 2009

Férias na ilha (II)

O escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares, citando a mãe dele, escreveu no seu livro "Sul" que "viajar é observar".
Sim, viajar é observar. Mas também viajar é fotografar. E fotografar não é uma forma de observar? Adoro observar, quer dizer fotografar, mesmo quando não há "nada" para observar e disparar. Adoro disparar e pronto. O acto - ingénuo - de disparar também compensa! Adoro viajar pelas entranhas da minha ilha e ... clik!



Fotos: BCN

09 outubro 2009

Lua cheia em Ribeira Grande

Não sei porquê, mas na sequência do post anterior, lembrei-me desta fotografia que fiz em Agosto último. Haverá alguma explicação para essa relação?
Foto: BCN

07 outubro 2009

(In)Sensibilidades


Ao longo da semana passada a RCV difundiu diariamente uma série de reportagens sobre Ribeira Grande de Santo Antão, da autoria do jornalista Carlos Lima. Num dos números, um dos entrevistados foi o presidente da Câmara local, Orlando Delgado. Dentre muitos aspectos abordados, falou da questão do urbanismo, tendo particularmente chamado a minha atenção a forma como se referiu aos "edifícios velhos" das vilas da Ribeira Grande e da Ponta do Sol. Falou em "pardieiros" e na necessidade de se proceder "à demolição" de muitas dessas "casas velhas" para que "as nossas vilas possam ficar mais bonitas".

Do meu ponto de vista, houve alguma ligeireza e falta de sensibilidade na forma como o autarca abordou essa questão. As vilas da Ribeira Grande e da Ponta de Sol são, a meu ver, verdadeiros patrimónios nacionais, desde logo pela sua elevada quantidade de edifícios de inegável valor histórico. Infelizmente muitos já atingiram um alto grau de degradação, e não tem havido medidas de fundo que possam garantir a sua preservação.
Veja as fotos que se seguem:

Edifícios do Terreiro (centro da Vila R. Grande)

Fachada lateral da casa onde nasceu Roberto Duarte Silva (vila R.Grande)

Casa onde funciona o Cartório Notarial e Conservadora dos Registos (Ponta do Sol)

Aspecto de uma casa numa das principais ruas da Ponta do Sol

Edifício ex. residência oficial do Pres. CMRG (Ponta do Sol)

Meio a sério meio a brincar, constumo dizer que essas vilas podem ser consideradas as São Filipe de Santo Antão. Mas carecem de uma atenção especial.
Fotos: BCN

30 setembro 2009

Ferias na ilha

Caminhada Corda - Rabo Curto (Ribeira da Torre)

4 horas de caminhada, num percurso de cortar a respiração. Nevoeiro, vertigem, água cristalina, hortelã e inhames a dançar ao sabor da água que corre pela ribeira de Losnã, uma outra perspectiva do tal pico e muito mais...

fotos: BCN

28 setembro 2009

Momentos de silêncio

...porque Santo Antão também sente muito a dor da sua partida. Foi na Penha de França, vila da Ribeira Grande, que o trovador conheceu os primeiros raios de sol.
Imagem: aqui

21 setembro 2009

Chuva Braba

Por estes dias quase que não se fala de outra coisa a não ser das fortes chuvas que caíram, sobretudo nas ilhas mais à norte do país (São Nicolau, São Vicente e Santo Antão). Também, pudera... uns dizem que chuva igual nunca tinham visto, outros recuam 30, 40 anos, para poderem encontrar algo parecido. Se calhar nem mesmo a tal Chuva Braba que dissuadira Mané Quim de abandonar as estorricadas terras da Ribeira das Patas rumo à Terra Longe, fora igual.

E por falar nisso, o grupo teatral Juventude em Marcha encerrou ontem, em Mindelo, o Festival de Teatro Mindelact, com a sua mais recente peça, Chuva Braba. Ironicamente, a apresentação acontecia exactamente na ressaca de umas chuvas deveras bravas que vieram tirar o sono às populações e autoridades de alguns municípios do Norte do país.

Há cerca de 2 meses tive oportunidade de assistir, na Cidade da Praia, a apresentação dessa peça teatral, no Auditório Jorge Barbosa. Foram duas sessões, ambas bastante concorridas, como sempre.

Algumas semanas depois, por ocasião da Taça Independência realizada na cidade do Porto Novo, mantive uma breve conversa com Cesar Lélis , enquanto se aguardava por uma entrevista que iria conceder à TCV. Informara-lhe do facto de ter assistido a peça na Praia e ele perguntou-me qual tinha sido a minha impressão. "Gostei imenso! Sem perder o vosso estilo, conseguiram, com muita autenticidade, transpôr para o palco aquilo que Manuel Lopes escrevera. Só que, e isso não tira o mérito do vosso trabalho, estava a espera que dessem mais protagonismo à personagem Nha Joquinha, figura imprescindível de todo o enredo do romance. Na peça acho que passou um tanto ao lado!" - Respondi, ao que ele sorriu, dizendo que outras pessoas já haviam feito o mesmo reparo.

Continuámos a nossa conversa por entre uma e outra pirraça (ou não estivesse a falar com Nha Lolita!) Disse-me que o grupo tem acatado as críticas e estão a pensar rever algumas passagens da peça. Como ja tinha dito, é claro que há muito mérito no trabalho. Aliás, muitos dos que realmente entendem do assunto (não me incluo nesse rol, a minha análise é apenas de um espectador) já disseram que se trata da melhor encenação que o grupo já fez até hoje.

Com toda a popularidade e a fama que tem, Nha Lolita é um exemplo de simplicidade e humildade, um tipo raro. Talvez por aqui se começa a explicação da razão de tanto sucesso do Juventude em Marcha, um grupo que já experimentou o significado das bodas de Prata.

Foto: BCN (Cena de Chuva Braba, Auditório Jorge Barbosa)

18 setembro 2009

Floresta do Planalto Leste revitalizada

"A ilha de Santo Antão vai ter 30 mil plantas na Floresta do Planalto Leste após a queda das últimas chuvas. Recuperar a devastação do perímetro provocada pelas secas e os incêndios, assim como reconquistar o antigo brilho da floresta são os objectivos pretendidos." in Asemana, aqui

Há coisa de 2 meses, após uma breve visita à ilha, publicava este post com uma certa dose de nostalgia. Hoje, com algum alívio, respiro fundo, acreditando que aquele cenário que vira tempos atrás está a desaparecer.

Aproveitando as minhas últimas férias na ilha, fui visitar a floresta num dia calmo e ensolarado. Apanhei o carro até a localidade de Corda e, a partir dali, caminhei à pé até à Cova, contemplando as belas paisagens que tal caminhada me proposrcionava.

Cedo pude me aperceber de que o perímetro florestal estava mais alegre do que meses antes. É certo que ainda não tinham caído as primeiras chuvas, mas dava para notar que, pelo menos, havia mais cuidado, mais zelo para com aquela coqueluche de Santo Antão. Vi dezenas de trabalhadores (homens e mulheres contratados pelo MADRRM) empenhados na limpeza da floresta. E eu, cheio de entusiasmo, comecei a registar algumas imagens (filmagens e fotografias) daquela azáfama que fazia lembrar as antigas FAIMO. Nisto, uma das senhoras que integrava um dos grupos de trabalho, olha para mim com ar de reprovação e exclama: "ógora bo te terbalhá bô sô... e nôs nô te marrá môn. Dpôs bô te recebê... bo te bem trêzên's."

Qual menino tímido, recolhi a minha câmara e prossegui a jornada, agora fotografando paisagens, convencido de que estas, as paisagens, nunca iriam resmungar à medida que fazia clique no disparador.

Tenho dito sempre que a estrada Porto Novo - Janela, não obstante a sua incontestável importância, significou um revés para os moradores do planalto Leste, já que o trâfego se desviou para o litoral. Mas, por outro lado, agora quando se passa pela floresta a sensação de descoberta é maior. E se estiver bem tratada e com mais árvores...
Que as águas deste Setembro chuvoso sejam tão abençoadas a ponto de fazerem garantir as tais 30 mil plantas. E, claro, que não haja incêndios!




3 meses atrás e agora

Fotos: BCN

14 setembro 2009

Nha ilha que txuva (II)

Mal despontaram as pontes vieram as cheias para as inaugurar. A "cerimónia", pelos vistos, rompeu o protocolo e foi suave: sem descerramento de placa e consequente rebuliço dos aplausos; sem discursos de ocasião; sem placas a indicar o "inaugurador"... mas também, e isso é que vale, sem lamentações.








Obs: não sei quem fez as fotos. recebi-as by mail

11 setembro 2009

Nha ilha que txuva

A chuva tardou em visitar a ilha, mas veio esta semana... copiosamente!



fotos de Alberto Pascal Neves Silva (aqui)

10 setembro 2009

Taça Independência em Porto Novo

Um evento que marcou a Ilha
A última edição da Taça Independência, realizada em Santo Antão, vai ficar na história. Foi uma semana ímpar vivida em Porto Novo. A população deu um show de Fair play. Jogadores, dirigentes e treinadores estavam rendidos e eram unânimes em dizer que nunca tinham visto coisa igual. Por exemplo, quando, no jogo da final, Santo Antão já perdia por 3-0, nas bancadas colava-se SonJon com um estusiasmo que chegava a ser intrigante. Que coisa bonita!

Ah, nha ilha é séb pa cagá (isso mesmo, séb com é... diferente de "sab")

A seguir, alguns momentos da festa, com os bastidores da TCV que transmitiu todos os jogos em directo de Porto Novo.






Fotos: BCN