10 setembro 2009
Taça Independência em Porto Novo
20 agosto 2009
29 julho 2009
koraja sempre, Manuela!
27 julho 2009
Visões
1. Visão Global - Na útltima edição (26 jul) do programa Visão Global, da TCV, Corsino Tolentino nas suas notas finais, propôs a realização de uma edição do programa na ilha de Santo Antão. Dizia ele que há muita coisa para falar sobre a ilha, desde logo a começar pela questão da descentralização.
Fiquei feliz! É muito bom ver pessoas do gabarito de CT fazer propostas como estas, desde logo porque a ilha de Santo Antão tem sido bastante esquecida ao longo dos anos (não, não se trata de um clichê, até porque tenho pouco jeito para alimentá-los. Trata-se, antes, de uma constatação)
Por exemplo, desde inícios dos anos 80 que os produtos agrícolas da ilha são embargados por causa dos milpés, sem que ninguém, ao longo de loooooogas duas décadas e meia, se tenha manifestado. Aliás o problema passa mesmo à leste dos círculos in da (alta) sociedade (b)verdiana. Outros há que desconhecem por completo o problema que tem deixado a ilha isolada e abandonada à sua sorte (à seu azar, queria dizer)
Agora, surge a notícia de que dentro de 10 meses, a ilha poderá exportar seus produtos para todas as ilhas, e para o estrangeiro, graças ao Centro de Pós-Colheita, Conservação e Inspecção, a ser construído em Porto Novo. Espero que o projecto venha a se concretizar no prazo estabelecido, quanto mais não seja para que possamos vangloriar de um dia terms conseguido fintar a PDM (nada de confusões! Para não estrapolar, clique aqui)
2 – Visão sólgód - Há dias via no Jornal da Noite da TCV, uma reportagem na qual os moradores de Porto Mosquito, localidade do concelho da Ribeira Grande de Santiago, reivindicavam o facto de há já alguns meses não terem acesso aos sinais da TV pública nacional. Voltando as antenas para a outra Ribeira Grande (a de Sintadés), pus-me então a pensar: - coitado dos moradores da Freguesia de Santo Crucifixo, Santo Antão. Os pobres diabos já levam mais de 2 anos a ver (apenas) areia saltitar freneticamente no ecrã das suas TV's, quando, involuntariamente, pressionam o botão onde deveria estar programado o tal canal.
A população da freguesia, por razões óbvias (???) não tem uma câmara para a qual poderia fazer biocos e dirigir choros do género: nu mesti odja notícia, novela... a nos é koitadu, nu ka teni nada fozi, inda nu ta paga... Humms, estou a ver, sim, o rosto de um homem de meia-idade, ar sério, de boné à cabeça, a dizer para um microfone de cone alaranjado: nôs é eskcid, no te fká p'rei ness ku de mund, no'n d'oiá um nutiça, nos têmbê no m'stê oiá Valdmar Pires, novela, e otrôskosa k (e'n) t''intressóns. Afnal no te pagá um taxa de kués 500 melrrês...
Pois, a população local, paga a sua taxa mensalmente e em troca recebe areia nos olhos. Poxa, 2 anos te salgá uns gent oi, convenhamos, é muita méldéde! Um verdadeiro atentado aos Direitos Humanos, pá!
Soube agora que a RTC já prometeu resolver o problema nos próximos tempos. Bem...
24 julho 2009
15 julho 2009
O vale, o verde e a (falta de) estrada (II)
Há três anos (sim, Sinta10 já tem uns dôs dia), publicava neste espaço um post a reivindicar uma estrada decente para Ribeira da Torre.08 julho 2009
03 julho 2009
Aconteceu este fim de semana...
02 julho 2009
Mar brób
Historicamente o homem destas ilhas sempre travou uma luta com a Natureza, a ponto de ter aprendido "a comer pedras para não perecer". Essa luta assume contornos diferenciados, dependendo, como é óbvio, das características do próprio meio envolvente. Uns trepam íngremes montanhas a procura de um pão, outros desafiam o mar bravio, enfim...Mar Mónse ne Cais de Porto Novo
30 junho 2009
Viagens na minha ilha
Tenho escrito muito sobre o vale da Ribeira da Torre, aqui no Sinta10. Desta vez, o olhar e a pena são de fora, logo insuspeitos. Eis o texto: " Uma das ribeiras mais sinuosas de Santo Antão, a Ribeira da Torre é um convite à descoberta de pequenas plantações de banana, ao longo das encostas e propriedades agrícolas familiares ricas e exuberantes. A estrada, de terra batida, ladeia um grupo de coqueiros que balança ao sabor do vento, como num acto de boas-vindas ao visitante.
Da origem da designação Torre pouco se sabe, mas tudo indica que a imponente torre de pedra que se ergue logo na primeira curva, no lugar de Longueira, não passou despercebida aos primeiros povoadores do local. Longueira é, também, o nome de uma das maiores propriedades agícolas da região. Cana-de-açúcar, banana, mandioca, papaia, bata-doce, são produtos que se podem encontrar aqui, ao lado de árvores de fruta-pão e um dos mais antigos trapiches de aguardente da região.
Atravessada por cursos de água de regadio que desce das encostas, a estrada penetra a ribeira, onde serpenteiam levadas que trazem a água fresca das fontes no alto das rochas e dos reservatórios. Das casas das encostas chegam-nos os acordes dos últimos êxitos dos artistas locais radicados na Holanda; janelas e portas abertas, pátios solarengos convidativos à contemplação e ao lazer. O clima é mais fresco, húmido, porque os raios de Sol apenas aqui e ali se fazem sentir e durante poucas horas do dia.
Ao longo de mais de uma hora de marcha plantações e povoações sucedem-se e a ribeira estreita-se, entre duas vertentes agudas na rocha, para tornar a abrir-se num pequeno e curto vale, antes da próxima e misteriosa curva.
No final do nosso passeio, chegamos a Xô Xô onde se encontra a antiga propriedade da família Rocheteau: a velha casa cor-de-rosa de batentes de portas e janelas azuis, isolada, à sombra da vertente da montanha que se ergue várias dezenas de metros acima. A família há muito que deixou Santo Antão rumo a Portugal. A propriedade pertence agora ao Estado. Mas todos na região se recordam e falam do senhor Rocheteau como se fosse um parente...
Depois de Xo Xo a estrada – agora calcetada – faz uma curva para a direita e inicia uma subida íngreme, torneando a encosta, para ir ao encontro da estrada principal que liga Ribeira Grande a Porto Novo. O caminho é lento e depois de se ter percorrido toda a Ribeira da Torre, é preciso muito fôlego para continuar, mas vale a pena. Grupos de turistas e visitantes costumam combinar o encontro com a carrinha de transporte no final da caminhada. "
26 junho 2009
Decadência II
18 junho 2009
Decadência
Há algumas semans a OADISA (Organização das Associações para o Desenvolvimento Integrado de Santo Antão) veio à público mostrar-se preocupada com o "estado degradante" em que se encontra a floresta do Planalto Leste, em Santo Antão.11 junho 2009
Festival Nacional de Violino está de volta
Eleições? A próxima, (in)felizmente só acontece daqui a 2 anos. Por isso, está de regresso à vila da Ponta do Sol, o Festival Nacional de Violino que, no ano passado, não se realizou por causa das eleições autárquicas (má ukiê kum kosa teria a ver k'ot, ein?!!)Para além do violino, Travadinha tocava também viola (guitarra de 12 cordas), cavaquinho e violão.
Faleceu em 1987, no auge da popularidade.
09 junho 2009
Juventude em Marcha na Net
Já está disponível na Internet o Site do grupo teatral Juventude em Marcha, do Porto Novo. Com muita informação sobre o grupo, a página ainda disponibiliza um importante acervo fotográfico sobre os diferentes momentos de actuação do mais antigo agrupamento teatral de Cabo Verde, em actividade.Consulte o site aqui
12 maio 2009
Metáfora
09 maio 2009
Para lá do asfalto
Esta opção é a mais natural por diversas razões. Primeiro, porque a infra-estrutura é moderna, asfaltada e sem grandes declives, o que faz diminuir consideravelmente o tempo de viagem. Alia-se à tudo isso o facto de uma estrada em superfície mais ou menos plana representar menos gastos para as viaturas do que uma via de montanha, com muitas inclinações, como é o caso da estrada que passa pelo Planalto Leste.
Mas em matéria de ganhos, os habitantes do concelho do Paul têm muitas razões para estarem radiantes. Por exemplo, um morador de Janela, que antes estivesse em Porto Novo era obrigado a galgar cerca de 49 kilómetros para chegar ao seu destino. Ora, pela nova estrada, esse mesmo habitante precisará apenas de 23 kilómentros, ou seja, menos de metade daquilo que antes era obrigado a fazer.
Já em relação a um ribeira-grandense, o percurso ficará praticamente igual em termos de distância (cerca de 36 kms), mas com a vantagem de o percurso ser feito em muito menos tempo.
Por conseguinte, é previsível que a (velhinha) estrada que passa pelo planalto leste venha a sofrer de forma drástica uma diminuição do seu tráfego, o que não significa que venha a deixar de ter importância. Construída na década de sessenta, essa estrada foi desde então, e até dias atrás, a única via de ligação entre os eixos sul e norte da ilha. Tida como uma das melhores, senão mesmo a melhor, infra-estrutura construída na ilha no século XX, a estrada continua a ser um dos ex-líbris de Santo Antão, sobretudo devido à forma engenhosa como foi construída por entre montanhas abruptas e serpenteantes, aliada à diversidade da paisagem que a envolve.
De facto, um visitante nunca ficará indiferente perante cenários paradisíacos como o da zona de Água das Caldeiras envolta num manto verde de pinheiros e cedros e que se estende até a zona da corda. Igualmente, é de se cortar a respiração partes como o troço que atravessa a zona do Delgadin, com o profundo vale da Ribeira da Torre ao fundo, e outros recortes, autênticos miradouros que fornecem vistas panorâmicas para falésias e vales profundos.
Enfim, embora ainda não disponha de um anel rodoviário que satisfaça todas as necessidades da ilha, Santo Antão pode já orgulhar-se da peculiaridade das estradas que tem. Por exemplo, a antiga que liga Porto Novo à Ribeira Grande, ou vice-versa, é uma autêntica obra de arte, rasgada sobre montanhas que atingem o céu, e a recém-inaugurada Porto Novo-Janela, é peculiar pelos seus dois túneis, únicos até agora em Cabo Verde. Poderíamos falar ainda dos pormenores de outras rodovias da ilha como a de penetração do vale da Ribeira Grande, ou ainda, a via (o caminho, talvez) que liga Ponta do Sol às Fontainhas.
Para terminar... as vantagens da estrada Porto Novo - Janela afiguram-se múltiplas. Mas, por agora, quero apenas pensar num pormenor: o Farol de Boi. Vítima de longos anos de abandono, é de se esperar que venha a ter outra sorte nos próximos tempos. É que, se antes ficava isolado, agora a nova estrada passa aí mesmo ao lado.
Já não faz sentido, pois, cantar Janela na bo cantin bossô. Como disse um morador, no dia da inauguração, Janela já tem túnel, Janela agora te esticá mom e ta dá Porto Novo monzada.
Fotos: aqui
07 maio 2009
Depois da tempestade...

Ao que parece a chuva resolveu dar uma trégua lá pelas bandas do Norte de Sintadés e, logo, as pontes despontaram-se. 24 abril 2009
20 abril 2009
17 abril 2009
Tê Qu'Enfim... Realidade
Passados dois anos após ter escrito este post sobre essa estrada, eis-me aqui de novo, agora com outro desejo que não aquele de voltar a ser criancinha, bla, bla, bla. Quero mais é chegar à ilha, pô pé ne kémim e dá um giro estrada-fora a contemplar as falésias, os recifes e a vista panorâmica sobre o Atlântico.
Afinal, a ténue luz que durante loooooongos anos permaneceu no fundo do túnel, transformou-se agora em várias luzes que se espalham por dois túneis. E quero contemplá-los, hehehehe.
*Não sei quem fez as fotos. O meu amigo também não
08 abril 2009
E se Estritin fosse "canyonado"?

Até a chegada da notícia de que Santo Antão iria acolher de 5 a 12 deste mês a 8ª reunião de Canyoning, eu conhecia muito pouco sobre a modalidade. Fui então pesquisar e vi imagens impressionantes desta modalidade desportiva radical. Logo lembrei-me de Estritin, uma ribeireta situada nas entranhas de Caibros, concelho da Ribeira Grande.
Canyoning chega em Santo Antão

29 março 2009
Vultos da Ilha
Frénk de Pi, Senhor Ontôn, Nha Lolita... são alguns dos nomes hilariantes por que ficou também conhecido esta figura carismática da ilha de Santo Antão. O actor ganhou este ano o prémio Mérito Teatral da Associação Mindelact e recebeu a distinção, ontem, Dia Mundial do Teatro.
A este vulto da ilha, uma das figuras santantonenses mais populares de todos os tempos, Sinta10 faz um tchintchin: à sua saúde e à saúde das nossas gargalhadas.
27 março 2009
Palmas pr'AMI-RIBEIRÃO
Tenacidade da mulher de Santo Antão petrificada em estátua

A Associação dos Amigos de Ribeirão/Campo de Cão (AMI-RIBEIRÃO) Homenageia hoje, 27 de Março, a mulher santantonense com a inauguração de uma estátua na localidade.
Ribeirão, outrora uma localidade árida e extremamente carente, ganhou na última década, uma dinâmica que a tem transformado numa região bastante próspera. Tudo, graças ao associativismo. Muitas famílias que antes dependiam quase que exclusivamente das estafadas FAIMO, têm hoje a sua própria fonte de rendimento com base, sobretudo, na agricultura com o sistema de rega gota-a-gota.
O presidente da Assembleia Nacional, Aristides Lima, vai marcar presença no acto de inauguração da estátua, com 2,5 metros. O empreendimento homenageia a tenacidade da mulher da ilha. Uma mulher que sobe ladeiras, desce covoadas, atravessa kilómetros de caminhos vicinais de carga à cabeça; uma mulher que foi à São Tomé e regressou agastada, mas permaneceu tenaz; uma mulher "sem anel nem colar, prata e ôr, de lenço mórrod, sem véidéd nem méldéd; de cachimbo à boca, estrrachada"...
01 março 2009
25 fevereiro 2009
Momentos

Fotos: BCN
18 janeiro 2009
17 de Janeiro - Ribeira Grande né festa
11 janeiro 2009
Uma escalada ao Topo de Miranda
Topo de Miranda (ou Tôp d'Mranda no vernáculo) é a emblemática torre que se ergue no meio da Ribeira da Torre. Aliás o nome do vale deve-se precisamente ao monte.O vale é conhecidpelas suas inúmeras maravilhas que vão desde as extensas plantações de bananeira e cana de açúcar, passando pelos seus recantos imponentes como é o caso de Xoxô, que, como um dia comentou Paulino Dias "é, sem dúvida, um dos lugares mais belos deste país (...) pela semi-circularidade das montanhas ao redor, a frescura, a harmonia, a idéia de "fechadura" que se desenha desde à entrada do Canto, passando pela borracha, até chegar no viradouro embaixo dos pés de manga..." 
07 janeiro 2009
Bonança ou bobrança?
Na ressaca das chuvas de Outubro e Novembro passados, as meradas, seladas e ladeiras de Santo Antão vão produzindo o que podem. Não se pode dizer que estejamos a reviver os tempos de dçapá bóbra fezê bécia, mas que bobra ti tá dá até n'altura, lá isso ninguém pode negar.
Fotos: BCN














