11 janeiro 2009

Uma escalada ao Topo de Miranda

Topo de Miranda (ou Tôp d'Mranda no vernáculo) é a emblemática torre que se ergue no meio da Ribeira da Torre. Aliás o nome do vale deve-se precisamente ao monte.O vale é conhecidpelas suas inúmeras maravilhas que vão desde as extensas plantações de bananeira e cana de açúcar, passando pelos seus recantos imponentes como é o caso de Xoxô, que, como um dia comentou Paulino Dias "é, sem dúvida, um dos lugares mais belos deste país (...) pela semi-circularidade das montanhas ao redor, a frescura, a harmonia, a idéia de "fechadura" que se desenha desde à entrada do Canto, passando pela borracha, até chegar no viradouro embaixo dos pés de manga..."
Não obstante tudo isso, é justo dizer que não se pode aludir ao vale sem se fazer referência à sua Imagem de marca - O Topo de Miranda - plantado no meio da ribeira qual Torre Eiffel na Cidade das Luzes.
Pois é, Topo de Miranda está lá de plantão e perscruta o vale de ponta a ponta, como que em defesa da sua gente. Cresci no sopé do monte, sempre sob o seu olhar protector, via-o como uma entidade intocável. Da infância guardo as imagens das biafas e passarinhas a dirigirem-se de imediato ao "gargolin" do monte onde iam devorar os pintainhos que maldosamente conseguiam roubar às galinhas da redondeza. Mas também as lembranças das estórias de seres incontód que diziam habitar as suas supostas grutaas, onde faziam diabo e 4.

As criações fantásticas em torno do Top de Miranda que povoavam o nosso imaginário de menino perderam-se com o tempo e hoje a postura perante a Torre mudou-se de timidez para a ousadia.

Foi então sem os inocentes receios de outrora, que no passado dia 4 de Janeiro um grupo de 13 rapazes da Ribeirinha de Jorge resolveram escalar o monte, assim, do nada. Reunímos e lá fomos nós, de repente. Levamos verduras, uns quantos quilos de cavala, alguns litros de vinho... e num dos seus "ombros" inventamos uma caldeirada. Lela era o cozinheiro de serviço. Na frente da cata da lenha estavam o Gil (neto do Ti Beto, dono de uma tirrinha onde ficamos acampados), o Biôco e o Zazá. Lorenço de ti Lela Ménquin era o tocador de violão, Rui de Dada, meu irmão, animava a malta com as suas pirraças, Djedjê de Mri Sofia, Antão de Silvino, Tóia e Chico distribuíam quel cóc, Cleidi e Nany - os codês - observavam tudo serenamente, enquanto eu era o fotógrafo de serviço.
O tempo estava meio abafado, havia um friozinho que vinha do mar de Puvoçon, mas a malta estava aquecida com bebida, bafa, cantigas, pirraças e gargalhadas.
Lá no fundo do vale víamos a vida a desenrolar-se: de um lado Cabouco de Peringuerina, do outro Ribeirinha de Jorge e, no meio, Lugar de Guene e Cabouco de Cosco. Controlávamos tudo, sentíamos poderosos no alto da imponente torre. Para muitos de nós, a grande maioria, era a primeira vez que subíamos o monte. E as surpresas foram muitas. Fiquei encantado com a pequena nascente que alimenta a hortinha do Ti Beto. E foi dessa hortinha de extraímos batata doce, coentro e couve para completar a nossa caldeirada. E que caldeirada! Devorámos tudo, os cófótches de bananeira, que serviam de pratos, ficaram limpinhos.
Depois da ceia, os cânticos. Do alto do nosso palco, víamos a plateia lá em baixo que certamente estaria intrigada: "Estarão loucos?" - devem ter pensado. Mas não estávamos, estávamos mais era séb pô fronta! Na ressaca das festas de Natal e fim de ano, haveria coisa melhor do que tmá um vento ne cocuruta de cabeça, do alto do Topo de Miranda?
Ali tão perto (e ao mesmo tempo tão longe) foi preciso esperar tanto tempo para se aventurar pela primeira vez monte acima?!! Uma experiência singular. A malta gostou tanto que já pensa voltar ao lugar, num dia desses.






4 comentários:

Butcha disse...

Oh Bava, quem me dera ter escalod Topo de M'randa ma ocês e ter bebid uns dos grog la de Ribeira da Torre. Um dia no ta ba lá. Abraços

vera disse...

ai bava, bo te pome te sbi top de mranda so ne imaginaçao! até gora nunca ume tinha sbid la!
bsot tava prop sebe. ai sume tivesse la!! ma bsot en sinti mede de kei de la de kel olte inda mes tmod kel eguinha?
moce, mim um vez ume tava pensá k se gente sbisse la gente tava da k kebeça na céu..ahaaha..beijao..jame tinha soded de alê sinta10

Anónimo disse...

Ai ai ..bo kre mata maltas de ciumes nera? hummm...m te be dia 28..gora bo é k sebé! Vavá

Anónimo disse...

Ó BAVA,EN NÊ PÊ VANGLORIÁ, BÔ "POME PIXIM" ATÉ CERTE PONTE, SÓ KEL KELDERADA Ê K`TE FEZEM CIÚMES UA!DE RESTE BSÔTE BÉ TUD...PORRA! MIM EM SBI LÁ PRIMER KBÔ,NE FERIA GREND,NE MES DE STEMBRE POSSÓD, ERA MIM "SÔ MA DEUS NHA TISTIMUNHA", KEM KOÉME PUDIA PENSÁ KEME TAVA TE BÉ MATÁ KEBEÇA!MÁ EJE TA FKÁ KESS GRAÇA, TAL DEUS NON PERMITE!MIM NÉ DE DJORFOGU!UM PASSÁ DUOSÓRA LÁ TSSIMA TE DELIRÁ KE TONTE BNITEZA KE POME TE FLÁ KUNTINA, EME KMÉ GOIAVA, EME TXPÁ BETE UM KANA, EME KOLHETÁ ERVA DOCE,ORTOLON...! MOÇO TE TXGÁ PONTE OM!FELTEME ERA KRIÁ ASA E VUÁ MODA UM POSSE DESVOIRÓD!!! MIM É KFLÁ DJADJE BOKA DE FIÚZA!!! KADA VEZ MÉJE...