26 maio 2006

Este poema que vos deixo...

A torpe sociedade onde eu nasci
Ser doido, que maior ventura!
Morrer vivendo p’ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade

Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.

Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório o paraíso...

Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai, quem me dera ser doido também
P’ra suportar melhor quem tem juizo

António Aleixo - in Este livro que vos deixo

4 comentários:

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